DEVASSA
Vanessa Rodrigues e o mundo literário...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
GUERREIRA
Cansada demais pra lutar,
Cansada das guerras, das lutas.
É hora de me atacar
Aproveitem seus filhos das putas...
domingo, 11 de dezembro de 2011
NATAL...
Que há afinal de tão belo num dia comum
Onde morrem pessoas adultas, crianças e idosos?
A vida continua sofrida para qualquer um
Apenas a mesa mais farta para meros simplórios.
As horas ainda passam arrastadas para quem vai ficar
E correm apressadas nas malas que precisam partir
O sol continua o instrumento de cancerizar
A pele cansada daquele que não tem pra onde ir.
As chuvas inundam os sonhos da casa ideal
A seca extingue o jardim no solo sem vida
O vento desnuda a paisagem excepcional
Da Terra que vive encoberta de sangue e mentira.
Os dias serão sempre os mesmo a comemorar
Onde um sempre morre para outro sobreviver
Assim nascerão os herdeiros que irão nos lembrar
Nas cruzes fincadas no solo em que vamos morrer...
Vanessa Rodrigues.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
MESQUINHO QUERER
Não há felicidade capaz de iludir
Um coração vazio, descrente de paixão
O amor é como o orgasmo: segundos a sorrir
Vencido pela força da intensa solidão.
Deixar que tuas mãos tocassem o meu corpo
Assim como minha a alma, feriu meu coração.
Ter sido tua amante causou-me um estranho gosto
Azedo de mentiras e amargo de ilusão.
(Vanessa Rodrigues)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
INCRÉDULO (The iron man of iron has always been...)
Minha palavra é tudo que sou eu
E nada tenho neste instante pra dizer
Desconfiar que este amor não é só teu
Só mostrará que nada em ti posso colher.
Se eu pudesse imaginar tua fortuna
Não perderia o meu tempo a te encontrar
Para deitar em tua cama e ser mais uma
Das mil mulheres que jamais vais confiar....
(Vanessa Rodrigues)
domingo, 11 de setembro de 2011
GRITOS IMPUROS
Sob os pés desta desdita está teu corpo
Aguardando que a terra o consuma.
Quantos palmos me separam do teu rosto,
Quanto tempo levará pra que eu descubra?
Já não sinto os meus dedos mutilados
Já não sei de quem é o sangue em minhas unhas
O perfume do teu corpo está mudado
Não recordo destas pálpebras tão fundas.
Tua pele está tão pálida e fria
Teus cabelos desprendendo em minhas mãos
Como é triste não sentir qualquer batida
No lugar que te pulsava um coração.
Inda sinto a maciez da tua boca
Inda posso encaixar-me em tuas curvas
Pra arrancar-te um abraço quanta força
Aceitar que esta vez será a última.
Eu não posso devolver-te para terra
Não foi esta e sim meus braços tua morada
Que minha morte me condene a dor eterna
Teu amor que era o dono da minha alma...
Vanessa Rodrigues
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
MENTIRAS
Como posso lhe dizer que não senti naquela noite,
Se gritei como uma louca sob o peso do seu corpo?
Instiguei o seu desejo, caprichando em minha pose,
Mas menti em cada close que lhe mostrou um novo gozo.
Como posso confessar que não consigo ser tão ágil,
Se há anos eu confirmo que senti todo o prazer?
E agora revelar que nosso amor tornou-se frágil,
Porque me envolvi no hábito de ter medo de dizer...
(Vanessa Rodrigues)
DESEJOS INCONTROLÁVEIS
Quando meu corpo sente o seu chegar,
Quando seu ventre vem se aconchegar no meu,
Meus pelos se arrepiam entre os seus,
Seus gestos se confundem com os meus.
Quando a enlaço entre minhas coxas,
Quando minhas mãos percorrem suas curvas,
Toda sua alma se insinua,
Toda minha essência clama pela sua.
Quando meu ventre sente a sua força,
Quando minha boca fica louca por você,
Seus seios se arrepiam de prazer,
Meus gritos não mais sabem se conter...
(Vanessa Rodrigues)
INTACTA
Não toques os meus seios com teus seios,
Nem provoques minha boca com tua boca.
Afasta tua carne dos meus pelos,
Desfaze essa face de afoita.
Menina, não provoques minha essência
Que posso devorar tua castidade.
Não queiras me vencer por eloqüência,
Não tenho vocação pra santidade...
(Vanessa Rodrigues)
domingo, 4 de setembro de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
FEMINISTAS
Culpo as feministas
Que expurgaram de nossas vidas
A beleza de ser só mulher.
Fizeram-nos escravas
Vadias molestadas
Uma coisa qualquer.
Culpo essas desditas
Maléficas malditas
Tolas e ignorantes.
Fizeram-nos palhaças
Domésticas sem graça
Desbotadas amantes...
(Vanessa Rodrigues)
Que expurgaram de nossas vidas
A beleza de ser só mulher.
Fizeram-nos escravas
Vadias molestadas
Uma coisa qualquer.
Culpo essas desditas
Maléficas malditas
Tolas e ignorantes.
Fizeram-nos palhaças
Domésticas sem graça
Desbotadas amantes...
(Vanessa Rodrigues)
segunda-feira, 21 de março de 2011
PASSARELA
Ela desfila em meu coração
Pisando forte, garantindo que marcou
Em passos rasos, quando fala em solidão,
E mais profundos se deseja meu amor.
Ela hesita quando pisa em minha cama,
Oscilando entre o corpo e o coração,
Desejando penetrar quem tanto ama,
Receosa de mostrar-se um furacão.
Ela pisa submissa em minha vida,
Mas tão logo se transforma em fortaleza,
Dominando os caminhos da minha ida,
Usurpando do meu peito a realeza...
Vanessa Rodrigues.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
VADIA
Ela não mais me engana
De tão leviana não soube fingir
Quis se fazer de cigana
A todos engana
Exceto a mim.
Sua inocência é charme
Ela é bola na rede
Querendo passar
Antes que ela me ache
A jogo na trave
Não vai penetrar.
Ela é a musa do dia
Da tarde, da noite, de toda manhã.
Ela se faz poesia
Tira minha alegria
Ferida malsã.
Ela é mais que perfeita
Escorre na veia sua perfeição
Ela me tece na teia
Me faz prisioneira em seu coração...
(Vanessa Rodrigues)
ESCORREGADIA
Você veio cheia de gás,
Querendo mais, se auto firmando,
Fez um escarcéu na minha vida
Deixou-me perdida
Debaixo dos panos.
Não pode ter sido engano
Você me queria, eu bem que sentia
O seu olhar me fitando,
Sua boca salivando
Em plena luz do dia.
Você falou dos meus seios,
Da minha barriga,
Da nossa nudez.
Disse que não tinha medo,
Ter-me em segredo
Era estupidez.
Agora fica inibida
Com minha investida
E foge de mim.
Faz-se de desentendida,
Mas inocente ou bandida
Eu a vou possuir...
(Vanessa Rodrigues)
sábado, 1 de janeiro de 2011
MINHAS LÁGRIMAS
Dos meus olhos caem as desilusões,
Dores que reinaram em uma vida,
Ríspidas e insignes sensações,
Que deixaram-me tão vazia e perdida.
Dos meus olhos caem as gotas de saudade,
Daquilo que amei e me perdi,
Da alma que deixei na castidade,
Do corpo que tanto prostituí.
Dos meus olhos caem as fúrias de um passado,
Que vivi sem nem saber o que fazer,
Dos momentos que deixei por serem ingratos,
Dos abraços que não soube compreender...
Vanessa Rodrigues.
sábado, 4 de dezembro de 2010
69 E ASSIM VOCÊ SURGIU...
Nesta noite em que invadiste minha alma
E fizeste do meu corpo teu refúgio,
Me senti a predadora mais devassa,
Pendurada no teu membro grosso e duro.
Sob o peso dos teus dedos me rasgando
E a leveza da tua língua a me roçar,
Ao mirar-me nos teus olhos fui gozando,
Te gemendo a todo tempo sem parar.
Na pressão da minha língua enlouquecias,
No teu corpo eu me sentia arrepiar,
Implorando sentir mais a tua língua
Na saliva que de ti fiz derramar...
Vanessa Rodrigues.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
MULHERES DO FUTURO
Somos as mulheres do futuro,
De filhos na creche e sem educação,
Somos as donas dos cargos,
Mulheres machos na ocasião.
Somos as consumistas
E consumadas pela vaidade,
Somos as donas das crises,
Do desemprego e marginalidade.
Somos o sexo frágil,
Conquistando nosso espaço,
Somos as cangaceiras,
Com diploma debaixo no braço.
Somos as precursoras
Da crise mundial,
Somos as pioneiras
Do desemprego universal.
Somos as mulheres chefes
Que ditam regras dentro de casa,
Somos as trabalhadoras,
Surrando o homem que não trabalha.
Somos as jornalistas,
As caminhoneiras pelas estradas,
Somos as frentistas
De short curto na madrugada.
Somos as empregadas
Empregadoras da nova nação,
Somos as mães renovadas
Que não perdem tempo na criação.
Somos mulher e homem
De pulso firme e chicote na mão,
Somos daquelas que adoram
Ter o homem na mão.
Somos a nova raça
Que só copula para procriação,
Somos mulheres que vibram,
Com objeto e pilha na mão.
Somos as belas avós
De silicone e boca carnuda,
Somos as novas mamães
Dos jovens rebeldes e filhos da puta...
Vanessa Rodrigues.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
COITO ALTERNATIVO
Gosto quando ele me sente
De uma forma nem tão conveniente
E me faz submissa aos seus gestos machistas
Que de forma precisa devora-me as vísceras.
Gosto quando ele devasso me desmonta incauto
Ofegando-se, louco, tremulo e exausto
Despertando-me berros e gemidos impuros
Com os olhos vendados e o corpo sem rumo.
Gosto quando ele nu, me desnuda em prazer
Desvendando-me, certo de me ser importante
E se entrega em êxtase contemplando-me amante.
Gosto quando ele se impõe, e eu devo ceder
Entregando-me louca e suada para sentir delirante
Para vive-lo constante os infindos instantes...
Vanessa Rodrigues.
INDITOSA
Por trás desse rosto de anjo
Se esconde um ente profano
Que julga-se sobre-humano
Ao ver-se superior.
Por trás desses olhos azuis
Vive uma saga bandida
De alguém que viveu na surdina
Desdita e sem amor...
Vanessa Rodrigues.
REVELAÇÕES
Eu amo alguém que não vem me encontrar
Nem deixa o preço dos meus beijos sobre a cama
Não mata a cede do meu corpo que inflama
Na ânsia louca de sentir-se penetrar.
Eu amo um homem que não sente nos meus beijos
Os apelos de quem quer ser invadida
Os anseios envolvidos de saliva
Que a cada prisma se desvenda em segredos.
Eu amo certa de querê-lo eternamente
Não mais cliente dos meus sonhos de princesa
Nem tão demente de sabê-lo em realeza.
Eu amo presa aos preceitos que me vencem
De fazer-me transparente na soberba
E revive-lo em momentos de tristezas...
Vanessa Rodrigues.
SE EU SOUBESSE QUEM SOU
Ah, se eu soubesse quem sou...
Seria o fim desse eterno complô
Entre o mundo que me moldou
E aquele que quer brotar de mim.
Ah, se eu pudesse optar
Se a escolha fosse certa
Não mais sofreria com essa incerta opção
Em que me encontro presa.
Jorraria de mim a vadiagem
Sem pudores e libertinagem
Apenas a liberdade
Que nunca possuí...
Vanessa Rodrigues.
EU E MEU EU
Por tantos anos eu amei sozinha
Sentindo a minha pele
Acariciando meus seios
Pulsando em meus dedos
Que desvendei os meus segredos
Tornando-me parceira da minha excitação.
Por tantos anos vivi nessa prisão
Que não gozo senão na minha mão
E não gosto de amar em vão
A não ser que sua intenção
Seja dar-se na pretensão
De livrar-me da prisão
Para jorrar em outra mão que não a minha...
Vanessa Rodrigues.
MEU EU
Dentro de mim
Vive uma loba faminta
Feroz e lasciva
Desejosa de emergir
E dominar meus instintos passivos
Que por anos foram contidos
Por meu medo de sentir.
Dentro de mim
Há uma fera cativa
Que adormece reprimida
Pelos temores meus
De torná-la presente
E ver-me dependente
Desse ser impertinente
Que habita no meu Eu.
Vanessa Rodrigues.
LOUCURA II
Quero sentir o toque suave da escuridão
Na noite que enlaça a imensidão
Desses mistérios seus.
Quero viver no vão profundo
Do seu peito obscuro,
Que bate saudade e maldição.
Quero morrer na correnteza incontida
De sua verdade invertida
De viver uma vida que é minha,
Na esperança de vê-la tolhida
Por sua maldade excessiva,
De feitos envoltos de malícia
De um ser que não vive na vida,
Para viver na surdina
Da sombra esquecida
Que vive perdida,
Louca e lasciva,
Dentro de mim...
Vanessa Rodrigues.
ALUCINADOS
Meu corpo atende ao chamado,
De outro corpo alienado,
Em seus preceitos jorrados,
Na cara desse ser animado,
Contente de ser covardemente
Penetrado,
Com seus trejeitos
De mostro desordenado,
Sedento e incendiado
De desejo de ser saciado
Por meu corpo agora derrotado,
Por seu elemento ouriçado
Pronto para ter derramado
O sêmen dentro de mim.
Que agora brado molhada,
Puta e enlameada
De gozo e suor.
Com estaca na carne
E dedo no ventre
Gemendo contente
Galopando loucamente
Seu pênis
Pulsando no ventre
Chupando teu sêmen...
Vanessa Rodrigues.
PERFEIÇÃO
Ela tinha nos lábios um desejo incontrolável de saber
Sobre as mãos uma pele suave, suada, gotejante de prazer
Ela tinha ao seu lado outro corpo de tão raro alvorecer
E nas lembranças o mesmo instante que acabara de nascer.
Ela sentia outros seios nos seus seios e seus anseios saciados
Um outro corpo no seu corpo o mesmo corpo quase um sopro arrepiado
Aquele jogo a seduzia e lhe fazia enlouquecer
A mesma pele feminina essa igualdade de poder.
As suas curvas desnudas excediam a perfeição
Sua língua percorria um labirinto de infinita sensação
Era tanta afinidade, cumplicidade, necessidade de aprender
Que foram ao céu e ao inferno ao mesmo tempo extasiadas de prazer...
Vanessa Rodrigues.
sábado, 4 de setembro de 2010
QUE QUERES DE MIM?
O que fazes nua em minha cama?
Queres enlouquecer-me com teu corpo de sereia,
Acaso não percebes que inteira sou profana
Ou és tão leviana que a mim te assemelhas?
O que tem tua língua que desliza entre minhas coxas
E me rouba o mel com tamanha voracidade?
Sinto-me engolida por tua boca
E essa pressa louca me enche de vontade...
Vanessa Rodrigues.
Queres enlouquecer-me com teu corpo de sereia,
Acaso não percebes que inteira sou profana
Ou és tão leviana que a mim te assemelhas?
O que tem tua língua que desliza entre minhas coxas
E me rouba o mel com tamanha voracidade?
Sinto-me engolida por tua boca
E essa pressa louca me enche de vontade...
Vanessa Rodrigues.
PARAÍSO
Cada curva do teu corpo é um paraíso
Intenso e preciso, moldado por mim.
Cada toque em tua pele, um arrepio,
Desejos contidos que anseiam emergir.
Dentre as coxas escondes um segredo
Que pulsa em meus dedos e me aquece a alma.
Minha língua desperta teus gemidos
Agora unidos ao cheiro que exalas...
No ventre carregas outros segredos:
Sabores e saberes que vou desvendar.
Teus seios saciam meus anseios,
Desejos sedentos de te devorar...
Vanessa Rodrigues.
Intenso e preciso, moldado por mim.
Cada toque em tua pele, um arrepio,
Desejos contidos que anseiam emergir.
Dentre as coxas escondes um segredo
Que pulsa em meus dedos e me aquece a alma.
Minha língua desperta teus gemidos
Agora unidos ao cheiro que exalas...
No ventre carregas outros segredos:
Sabores e saberes que vou desvendar.
Teus seios saciam meus anseios,
Desejos sedentos de te devorar...
Vanessa Rodrigues.
PROFANA
Eu me jogo em cada braço que se estende em minha frente,
Não rejeito carinho, tão pouco atenção.
Possuindo mil amores, de todos fui carente,
Ninguém se dá integralmente a quem ama em porção.
Eu parcelo meus momentos para serem digeridos,
Pois os vivo intensamente em cada ato, a todo instante,
Sufocando no meu peito os sofrimentos desmedidos,
Os pesando e comparando, qual me foi mais importante.
Eu me parto em mil mulheres, mas a todos satisfaço
E me fecho em segredos, esses que não se desvendam.
Eu me viro do avesso, mas não durmo sem afago
E me enlaço em cada laço, cobiçando sentimentos...
Vanessa Rodrigues.
Não rejeito carinho, tão pouco atenção.
Possuindo mil amores, de todos fui carente,
Ninguém se dá integralmente a quem ama em porção.
Eu parcelo meus momentos para serem digeridos,
Pois os vivo intensamente em cada ato, a todo instante,
Sufocando no meu peito os sofrimentos desmedidos,
Os pesando e comparando, qual me foi mais importante.
Eu me parto em mil mulheres, mas a todos satisfaço
E me fecho em segredos, esses que não se desvendam.
Eu me viro do avesso, mas não durmo sem afago
E me enlaço em cada laço, cobiçando sentimentos...
Vanessa Rodrigues.
CRIS
Acha que me basta, menina crisálida,
Que vou ficar intacta, como se fosse casta,
A espera de tua chegada?
Ah, essa chegada impávida.
Ah, menina safada,
Acaso não sabes que sou
Afoita, ávida, devassa...
Menina! Cuidado comigo! Que te deixo desfraldada,
Descabelada, desarrumada, descompensada.
Te abro como um leque,
Te deixo inerte com febre,
Te esquento como uma lareira,
Te como inteira,
Te prendo como teia.
Ah, minha, menina minha,
Cristalina alma,
Crisografada em meu peito,
Crisólita preciosa,
Cristal,
Crisol,
Cris,
Ah, Cris!!!
Vanessa Rodrigues.
Que vou ficar intacta, como se fosse casta,
A espera de tua chegada?
Ah, essa chegada impávida.
Ah, menina safada,
Acaso não sabes que sou
Afoita, ávida, devassa...
Menina! Cuidado comigo! Que te deixo desfraldada,
Descabelada, desarrumada, descompensada.
Te abro como um leque,
Te deixo inerte com febre,
Te esquento como uma lareira,
Te como inteira,
Te prendo como teia.
Ah, minha, menina minha,
Cristalina alma,
Crisografada em meu peito,
Crisólita preciosa,
Cristal,
Crisol,
Cris,
Ah, Cris!!!
Vanessa Rodrigues.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
PUTREFAÇÃO
ORGULHO
COISA ALGUMA
As horas não passam,Arrastam-se nos meus passos
Tão cansados,
Marcados pelos amores traçados
Nos açoites somados,
Aos odores jorrados
Dos presentes retalhos
Em que os anseios transformaram com desdém.
Agora carrego acanhado
A bagagem de um triste passado
Que viveu sempre em mim acordado,
Revivendo o meu sofrido legado
Que, por mais que o tenha rejeitado,
Vive pulsando nos calos
Que ganhei, por ter sido escravo
Desse mundo onde não fui ninguém...
Vanessa Rodrigues
segunda-feira, 22 de junho de 2009
LENITIVO
Não me curvarei aos preceitos de um mundoQue se espelha no absurdo de crer num sumo de bondade
Criador da eternidade que matou sem ser covarde
Toda uma nação...
Não glorificarei os seus legados de viver acorrentado
Ao que é certo ora errado de ser puro um ventre casto
Que gera um homem mágico e sempre será intacto
Nos lençóis da ilusão...
Não me sentarei a mesa com os pés descalços
Pra lavar os meus encalços com meus calos de trabalho
Que serão massageados pela língua de um sagrado
Coroado de paixão...
Não serei mais uma ovelha a pastar na ribanceira
De tremer sobre a peleja de quem chora na bandeja
Do altar de uma igreja e habita na incerteza
De clamar consolação...
Vanessa Rodrigues
UNÍVOCOS
Não vivo nos intervalos precisosDe seus ciúmes obsessivos
Nos gestos nocivos
Ora depressivos
Outrora convulsivos
De instantes imprecisos
A viverem desmedidos
Em um mundo ofensivo
De comandos e desditos
Tiranias de malditos.
Não curvo-me aos mandos e desmandos
Desses mansos e covardes
Concretos e miragens
Desgraçados e divindades
Homem e santidade
Bicho e majestade
Tudo na mesma pastagem...
Vanessa Rodrigues
AO MUNDO
Eu não sou esse ente inconsciente,Dependente dos feitos crescentes
E inconseqüentemente incoerentes
De deixar o mundo lotado de seres inanimados
Fantasiados em seus momentos solitários
Desejosos de serem confortados
Por deusas e deuses imaginários
Dentro de suas mentes pequenas
De se verem como conseqüência
Do que chamam de feito maior.
Eu não sou pertinente as suas crenças poluentes
Que tolhem seus pensamentos descrentes
De viverem livremente
Em um mundo que justamente
Foi criado por mim
E por aqueles que como eu
Sabem-se mais que perfeitos
Soberanos aos imperfeitos
Seres desumanos que são.
Eu não vivo na demente vontade
De viver como bicho regrado
Submisso ao Senhor de um legado
Exposto em epístolas
Descritas na fé que nos foi empurrada
Por uma classe soberba, avarenta e ultrapassada
Sem feitos e nada para dar.
Eu não sou descendente da cruz
Nem dos espinhos das fábulas,
Não vivo de fatos traçados
Em documentos forjados
Por aqueles que nos querem escravos
Dos altares erguidos em estábulos
Pagando impostos a preço importado
Nos 10 % suados
De um dizimo furtado
Sob pressão de um povo enclausurado
Ao medo ser rejeitado
Pelo dono do reino encantado
Pousado nas nuvens de algodão,
Para que seus portões estejam abertos
Para seus clamores de crentes
Repletos de despautérios incongruentes
Desses crédulos inocentes
Que vivem dementes e indecentemente
Exaltando poderes inerentes de curas
De suas obscuras facetas
De serem homens e estrelas
Dos jovens e das ovelhas
A todo tempo enganados.
Eu não coabito com seus desejos de Guerra
De primórdios de novas Eras
Traçada na crença
Do ente que se diz pagão
Inerte da imperfeição do Mundo
Que outrora não foi assim.
Eu não conchavo a desunião
Tão pouco vivo na mendigação
Desses que podem, no entanto não vão
À luta sem armas não mão.
Eu carrego no peito um coração
Que bate sem se ater ao $
Que gera o resto na nação
Que deixou de ser torrão
Para viver como cão,
Sedenta de mutilação
Daqueles que chamaram irmão
E agora em nome da religião
Tornaram-se sarnentos
Incrédulos azarentos.
Pois saibam que estes que chamam malditos
Serão santificados por seus herdeiros
Cansados de serem enganados
Por seus deuses lunáticos
Cheios de atos escárnios
Que outrora foram pregados
E agora serão enterrados
Em buracos tapados
Com pedras e derivados
Pra que ninguém mais viva enganado
Triste e desamparado
Por aquele que hoje é passado
E não mais estará entre nós...
Vanessa Rodrigues
QUE MAL HÁ?
Que mal há em querê-la assim,Como se fosse para mim o que há nela?
Que mal tem gozá-la no fim,
Se escorre em mim a seiva que é dela?
Que crime condena sabê-la inteira,
Se não basta vê-la e não a sentir?
Que prisão me convém se gosto de tê-la,
Ardente e certeira dentro de mim?
Que raio de vida seria querê-la,
E não concebê-la no meu coração?
Que é liberdade se não ter na veia,
A nossa parcela de desilusão???
Vanessa Rodrigues.
DELÍRIOS
DESREGRADA
Eu não vou viver contidaNesse orgulho de vadia
Que brota de suas medidas
Acometidas de excessos
Expostos em versos baratos
De um poeta palhaço
Vestido num terno barato
Que toma vinho e destilado
E chama de uísque importado
Aquele que é rotulado de nacional.
Eu não vou viver a vida
Como se fosse cretina
A saudade da saliva
Que jorra na minha virilha
Após ter sentido sua língua
Lamber incontida cada gota lasciva
De minha seiva escorrida
Do ventre que agora trepida
E arde com tua selvagem investida
De lamber minha parede vaginal.
Vanessa Rodrigues
domingo, 19 de abril de 2009
METAMORFOSE
Há dias em que sou divina
Correta e precisa, mulher de atitude,
Outros, apenas indecisa
Antro de discórdia, sem atitude,
Pois ora sou serpente, ora sou minhoca, ora sou estrume...
Vanessa Rodrigues
Correta e precisa, mulher de atitude,
Outros, apenas indecisa
Antro de discórdia, sem atitude,
Pois ora sou serpente, ora sou minhoca, ora sou estrume...
Vanessa Rodrigues
FETICHE
sábado, 4 de abril de 2009
SEGREDOS - George Arribas
SEGREDOSAté tentei esconder o teu poema
Te esconder no peito e tive medo
De te guardar pra sempre em meu segredo
Tudo é sem cor - o teu amor não mais me acena
Até tentei fugir de teu poema
Fazer do adeus um riso louco de partida
Fingir a dor - fingindo a minha própria vida
Que não queria essa tristeza que se encena
Até tentei resistir ao teu poema
Te escondendo nos meus becos e saídas
Pra te guardar no olhar das despedidas
Em meu segredo, meu amor e meu dilema
Até tentei desfazer o teu poema...
(George Arribas)
..........................................................................
Quando conheci George Arribas frequentávamos a mesma Rede Social, eu uma poetisa tímida que lentamente ia me soltando no mundo virtual, ele um poeta completo, experiente, sensível, inteligente, de versos fortes decididos e divisíveis, foi após a aprovação do George que perdi o medo e comecei a expor meus humildes e despretensiosos versos, não só dentro da Rede como em todas as outras Redes que passei a frequentar, também em blogs e qualquer outro espaço...
O George para mim não é apenas um dos maiores poetas que conheço, ele é um grande amigo e sua amizade foi fundamental para minha poesia. Falar do George é como escrever um poema, os sentimentos, dominam e são comandados pela inspiração. Não preciso conhecê-lo pessoalmente para saber o homem que ele é, sua sensibilidade, inteligência, delicadeza, bravura, seu lado humano e correto está exposto em cada um dos seus versos. Assim é o George Arribas um poeta feito de poesia.
E para mim é um grande e sempre especial amigo!!!
Vanessa Rodrigues de Sousa...
quinta-feira, 26 de março de 2009
ESCURIDÃO
ESCURIDÃOOlhos de mar.
Até onde irá navegar sem visão?
Quantas coisas passarão batidas em sua vida,
Quantas imagens se perderão
Na imensidão da sua imperfeição.
Qual escuridão vai lhe assombrar,
A desconhecida ou a esquecida?
Qual ferida irá causar a dor,
A de não viver ou de não ver o amor
Chegar, ficar, passar...
Quantas lágrimas escorrerão do seu rosto,
Quantos prantos serão derramados,
Tantos desejos findados
No seu inacabado viver.
Não queira fugir
Nem tente escapar,
Veja o anoitecer
Deixe-se envolver pela escuridão.
Não lute em vão
Nem chore a dor da perda.
Guarde em seu coração a imagem mais linda,
Pois as lembranças nunca lhe serão arrancadas...
(Vanessa Rodrigues de Sousa)
segunda-feira, 23 de março de 2009
DEVASSA
DEVASSAQuero-te molhada, suada, safada.
Quero tua risada desavergonhada
E tua cara de menina devassa,
De mulher assanhada,
Doidinha por mim.
Quero meus seios tocando teus seios,
Teus desejos saciados,
Teus olhos virados,
Teu corpo emprenhado do meu amor.
Quero tua pele despida pelada,
Mordida em cada instante de prazer,
Quero-te sem pudor,
Entrelaçada em minhas coxas,
Com tua boca na minha boca,
Doida pra me comer.
Quero morder tua língua,
Chupar tua saliva,
Com minha língua promíscua,
Profana, sedutora.
Quero ser tua inteira e toda,
Penetrada com teu toque suave,
Com teus olhos de maldade,
Com teu cheiro de mulher.
Quero-te do jeito que vier,
Desde que permaneças,
Na minha cama na minha vida,
Na minha alma no meu coração...
(Vanessa Rodrigues de Sousa)
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